Estudos - Clique Aqui
Inglês | Inglês (British Council) | Inglês (ABLS) | Inglês (Método Callan) | Inglês (BAC) | MBA |
Pós Graduação
|Graduação | Intercâmbio | Escolas Públicas | Contato

Acomodação
Hotéis | Albergues | Agências
Imigração - Clique Aqui
Vistos | Work Permit | Dúvidas
Trabalho - Clique Aqui
Agências | Impostos | Sistema de Buscas
Dinheiro - Clique Aqui
Transferência | Casas de Câmbio | Custo de Vida | Tax Rebate | Cheques
Arte & Lazer
Agenda | Baladas | Galerias & Museus | Bares/Restaurantes/Clubs
Viagem - Clique Aqui
Agências no Brasil | Agências no Reino Unido | Cia. Aéreas | Traslados | Aeroportos | Bagagem
Brasil em Londres - Clique Aqui
Páginas Amarelas da Comunidade | Igrejas
Informações Básicas
Saúde | Transporte | Telefone | Endereços Úteis | Serviços Úteis
Contato
Fale Conosco | Marketing | Cursos & Acomodação | Boletim Informativo
 
 
Trabalho - Clique Aqui
Profissão Músico

Kita Steuer está em Londres há mais de um ano, batalhando como músico. Fundador da banda Cara de Pau no Brasil ( inspirada no filme ‘Os Irmãos Cara-de-Pau’), ele e mais oito caras tocavam Rithym and Blues no Bourbon Street, em São Paulo, ‘vestidos a caráter’ (quer dizer, sempre de óculos escuros)., e com coreografias súper engraçadas. A banda chegou a tocar num especial da RTC, fez parte do Festival de Blues de 93, foi a atração de um dos Profissionais do Ano promovido pela Rede Globo.

Em 95, começaram a fazer shows em outros estados e no ano seguinte, gravaram um CD. Com esse trabalho, Kita conheceu Santana e o guitarrista Kenny Brown. Em 2001, ele mudou de ramo e montou uma banda de samba rock, seguindo a onda que se popularizou no Brasil naquela época. Mas em 2002, ele decidiu sair do país e tentar algo mais desafiador. E aqui nessa entrevista, ele diz que fazer música em Londres compensa, mas não só pelo cachê em libras!


OL - Por que Londres?

Kita - Tem dois pontos fortes. Por eu acompanhar os Beatles desde os 12 anos de idade, a Inglaterra já era a minha conhecida. Eu aprendi inglês por causa dos Beatles, lendo as músicas, etc. E também por ter descendência européia, seria a opção mais fácil. Além do mais, Londres é o centro musical do mundo.

OL - O que você fez quando chegou aqui?

Kita - Primeiro trabalhei como garçom, para uma agência de trabalhos temporários. Mas eu tinha um amigo que havia estudado música comigo no Brasil, e lá havíamos conhecido um inglês, e os dois estavam morando juntos aqui em Londres. Este inglês, o Charles, estava procurando um baixista para montar uma banda. E começamos do zero. Fomos batendo de barzinho em barzinho. O pessoal perguntava se a gente tinha uma ‘demo’ do nosso trabalho, a gente não tinha. Aí, gravamos nossa demo. Em julho do ano passado, aconteceram coisas bacanas, do tipo, eu já entrei para substituir um baixista que tocava aqui. E pintou o festival de Jazz de Montreaux, com um sambista carioca. Foi uma p*** experiência. Voltei sem dinheiro, sem trabalho e sem lugar para ficar. Passei semanas comendo pão com geléia. Era agosto e o mercado de trabalho estava super em baixa. Passei um sufoco. Em setembro, consegui voltar a trabalhar como garçom, e, aos poucos, no final de outubro, já estava trabalhando só como músico.

OL - Você chegou a fazer ‘basking’ (tocar nas ruas, para os transeuntes, que deixam moedas como gratificação)?

Kita - Já… Mas meu ‘basking não foi muito bom. Um amigo meu fez por mais tempo e se deu bem. Tem cara que consegue viver disso. Porém você precisa de equipamento, ter um amplificador. Eu fiz apenas por dois dias, não me dei bem. Toquei num Pier, ao ar livre, na voz e violão, imagina… Ninguém escutava nada. Depois de duas horas, sem conseguir nada, comecei a cantar The best things in life are free…But you can keep them for the buzzing bees…I want money. That’s what I want!!!’ Aí um cara que estava passando ficou com dó e me deu algum ‘money’ (risos) . Mas eu saquei que aquilo lá não era a minha. E nem tinha a ver com a minha proposta.

OL - E qual a sua proposta então?

Kita - Minha proposta é começar a deslanchar minha carreira como músico, tocar por uns cachês maiores, acompanhar artistas e gravar o meu trabalho, o que eu estou fazendo agora. Estou compondo, com um produtor turco, que por sinal eu conheci na rua. Hoje tô gravando com o cara. Estou compondo em inglês, é funk soul instrumental. Estou buscando uma linguagem mais parecida com a Banda Cara de Pau, que é a minha formação. Por incrível que possa parecer, é aqui em Londres que eu estou mais tocando samba!


OL - Você já chegou com alguns contatos que te ajudaram. Você acha que vale a pena vir para cá, sem nada, para tentar a vida como músico?

Kita - Olha... é difícil. Conheço vários caras que chegaram aqui , ficam um tempinho e acabaram voltando. O tecladista da banda que eu estava tocando no ano passado, estava trabalhando somente distribuindo panfletos. Ele não agüentou a parada, e acabou voltando para o Brasil. E o cara é um p*** tecladista. Um cara bom mesmo.

OL - Se você fosse dar um conselho para um amigo, que está vindo para cá para trabalhar com música, qual seria este?

Kita - O primeiro passo é conhecer o estilo de música que ele quer fazer e se aperfeiçoar nele. Existem vários bares aqui em Londres que promovem Jam Sessions. Por exemplo, se ele gostar de Blues, ele tem que ir numa Jam Session de Blues; se ele gosta de Jazz, ir numa Jam Session de Jazz, e conhecer os músicos. Músico vive muito do contato. Primeira coisa, comprar um celular. Meu celular é o meu bem mais precioso. Venha com uma grana, ou já entre trabalhando em qualquer coisa, para fazer os contatos à noite. É muito importante também conhecer a terminologia musical em inglês. Eu aprendi com os ‘vídeos-aula’ em inglês no Brasil. O brasileiro é muito bem cotado como músico, porém se eles não estão com o inglês deles na ponta da língua, tudo fica mais difícil. É bom também ter uma boa leitura das partituras e experiência.

OL - Qual o ‘cachê’ de uma pessoa que está começando?

Kita - Bom, o cachê mínimo gira em torno de £45-£50 por noite. Meu amigo tocava num bar brasileiro, ganhava por volta de £50 por noite. Com essa grana ele pagava o aluguel, fazia um bico aqui e outro ali para se manter, até começarem a pintar mais noites. O negócio aqui é acalmar o coração. As coisas aparecem, se você ficar esperto, fazendo contatos. E também se você trabalhar legal, levar a sério seus compromissos.

OL - Comparando os cenários da música no Brasil e aqui, quais são as maiores diferenças?

Kita - No Brasil, a gente tem muito mais musicalidade, é a nossa terra. Se eu pudesse optar, estaria lá. Mas o mercado no Brasil tá muito ruim, tá inchado, então por enquanto o negócio é ficar por aqui. Porém, estou flexível: se pintar algum trabalho em outro país, eu vou.

Informações:

Jam Sessions de Blues: Todas as segundas, no Aint Nothing But Blues
20 Kingly Street W1
Metrô: Piccadilly Circus/Oxford Street

Rede de Contatos de Artistas Brasileiros no Reino Unido: rsrosangela@yahoo.co.uk

Kita Steuer pode ser contactado pelo e-mail: Kita_steuer@yahoo.com.br


 

e-love
Aconteceu Comigo
Mural de Recados
Batepapo
 
Pesquise trabalhos que requerem o uso de Português
Assistente de Papai Noel
Veja aqui como conseguir uma vaga temporária no Royal Mail separando cartões de Natal.
Aberto a mudanças
Você fala bem Inglês? Gosta de trabalhar com o público e possui empatia e boa apresentação? Então so emprego de corretor de imóveis é para você
As costuras da Bia
Dizem que uma boa costureira já nasce feita, e não precisa nem de curso de corte e costura para desenvolver um estilo próprio. Esta é uma profissão que literalmente, dá muito pano pra manga
Garçom, uma cerveja!
A frase lhe parece familiar? Pois é, você já deve tê-la dito ou escutado um montão de vezes, mas será que você já a escutou estando do outro lado do balcão?
Cuidando da criançada
Cansado de trabalhar em pub, como "cleaner" ou quer ganhar um dinheirinho extra? Se respondeu sim a estas questões, o emprego de babá é perfeito para você



Perfil
Aline Serpa
A modelo brasileira Aline Serpa conta nessa entrevista como é a vida de modelo internacional
Adriana Rouanet
Conheça a história da brasileira que promove o cinema brasileiro em Londres
Uma experiência inspiradora
Jader de Oliveira, um jornalista que há mais de 30 anos desembarcou em Londres e desenvolveu uma sólida carreira internacional como correspondente da Globonews.
Almir Santos
Conheça aqui a história do brasileiro que virou mão direita do renomado chef de cozinha Jamie Olivier
Lino Ribolla
Dirige o departamento criativo da Ogilvy interactive em Londres. Confira nesta entrevista como isso aconteceu
Marinella Setti
Ela veio para a Inglaterra determinada a trabalhar com cinema. Depois de ralar muito, conseguiu dirigir seu primeiro curta
Ponciano & Casquinha
Conheça a história dos capoeiristas que você vê todos os dias nos intervalos da BBC de Londres
Paisagismo
O arquiteto Roberto Silva saiu do Brasil em 1992 para estudar inglês, se estabeleceu como profissional, e agora está escrevendo um livro sobre paisagismo brasileiro
Fabricio Moreira
Como figurante vive nos sets e já participou de filmes como Bridge Jones, Closer, 007 e Alexander
Liz Calder
Responsável pelo lançamento de autores brasileiros na Inglaterra e criadora da FLIP, um dos mais importantes festivais literários no Brasil
Suzana Kutiyel
Leia a entrevista com a pintora turca que passou 50 anos retratando um Brasil místico
Ricardo Calçado
Com apenas 24 anos, ele é fundador e diretor da Children's Aid, Ong criada para ajudar crianças carentes no Brasil
Marcos Uchôa
Das Olimpíadas à Guerra no Iraque. Leia a entrevista com o chefe da TV Globo em Londres
Fernando Tubarão
Pioneiro nas festas brasileiras em Londres, o promotor Tubarão é um devorador de oportunidades
Anselmo Netto
Ele passou dificuldades e hoje, o músico está fazendo sucesso na Europa
 
 
© OiLondres! is a product of Lookfar Ltd, who also produces Genkilondon.com