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 No ritmo dos fast-foods

Trabalhar em fast-food é uma boa quem não fala muito inglês - mas tambén não pensa em jantar muito grana

Tudo é muito fácil, desde conseguir um emprego até a hora de se virar para entender a clientela. Afinal, a rotatividade nessa área é muito grande, sempre tem alguém largando o emprego por ter encontrado algo mais interessante. E entender o vocabulário básico é facílimo, aliás, Big Mac aqui e no Brasil são a mesma coisa. Além do Mac Donald’s, outras grandes cadeias multinacionais de fast-food são a salvação da brasileirada que não fala ainda um inglês satisfatório – Burguer King, KFC e Subway são algumas delas.

O emprego de “Sandwich Artist” na Subway de Portobello Road caiu do céu para Karine Junqueiro, que veio de Florianópolis para Londres há quase quatro meses e ainda não entende bem o inglês, mas ela confessa que o início foi doloroso. “Eu vinha para cá chorando”, conta ela lembrando os primeiros momentos. ”Foi bem nas vésperas do carnaval e eu me sentia toda perdida.”. Mas com um mês no trampo, ela já está acostumada e até nem pensa em desistir mais, “tirando a parte de lavar os pratos!”, deixa bem claro.

Tudo é muito fácil em cadeias de fast-food, que seguem normas e rotinas mundialmente estabelecidas. Mas isso não quer dizer que o trabalho é moleza, ao contrário, não se pára um minuto, num trabalho quase mecânico. Quando não tem ninguém para atender, tem sempre alguma preparação de comida, no caso da Subway, cortar vegetais, distribuir os alimentos nos vasilhames, fazer o pão, limpar as áreas de dentro e fora do restaurante e lavar o que tem na pia, entre assadeiras usadas e containers. Mas como tudo é feito em equipes, o trabalho normalmente é dividido de forma igualitária, o que torna tudo mais fácil.

Para descolar um desses, tem que visitar loja por loja, o que não é tão difícil, já que em Londres existe um restaurante de fast-food em cada esquina. Comece com os mais perto de sua casa, já que eles dão preferência para moradores locais, mas invista também nos que estão perto de sua escola e dos lugares que você passa freqüentemente. Preencha application forms e, se tiver uma oportunidade, converse com o gerente. Assim que surgir uma vaga, você deve ser chamado para um treinamento e logo começa a trabalhar. No mais, é aprender o vocabulário básico – tomatoes, onions, green peppers, eat in or take away, e por aí vai.

O pagamento não é lá grandes coisas, mas se ganha alguns centavos a mais que o salário mínimo na Inglaterra. É praticamente o mesmo que trabalhar em um pub, com a desvantagem de que não existem gorjetas nesse ramo. Outra vantagem? Você tem direito a fazer uma refeição lá, e o sanduíche sai exatamente do jeitinho que você quer!

 

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