Por
que Londres?
Rhaoni Silva
Brasileiro, paulistano, 18 anos, carro
zero recém-ganhado do ‘papai’
na garagem. Foram nessas condições
que Rhaoni Silva deixou seu pai de 70
anos e a mãe, de 52, após
perderem uma filha há 5 anos, para
correr atrás de seus sonhos em
uma experiência de vida que não
tem preço.
Acompanhem a entrevista que o OiLondres
fez com Rhaoni.
Sempre tive dois grandes destinos na minha
vida: ou mudar-me para Florianópolis
e cursar Jornalismo na melhor universidade
da América Latina na área,
ou mudar-me para o exterior e estudar.
Após o final de um namoro frustrante
, que me levaria a primeira opção,
decidi vender meu carro e me mudar para
Londres. Havia pensando em ir ao Canadá
ou Austrália, mas visando o lado
cultural, a Europa somou mais pontos.
Escolhi Londres por ser o berço
da Europa, uma cidade cosmopolita onde
se encontra gente de todos os lugares
do mundo; pelo idioma que eu amo, pelos
filmes que eu já havia assistido
e por conhecer algumas pessoas que já
moravam aqui.
O que mais me motivou, na verdade, foi
a vontade de ter as minhas coisas, lutar
pelas minhas mãos. Sempre tive
tudo muito fácil, de mãos
beijadas. Graças a Deus meus pais
tem uma situação financeira
boa, o que muitas vezes atrapalha, pois
nunca fiz esforço pra ter nada,
era só pedir e ganhava. Acabei
querendo sair de tudo isso e lutar sozinho
por uma formação melhor
que os demais, buscar um DESTAQUE, para
dar e ter um futuro promissory e um mundo
melhor para minhas duas sobrinhas, filhas
da minha irmã (30) que infelizmente
faleceu, deixando-as sem ninguém
mais além de mim e meus pais.
Por que você decidiu vir
pelo ‘Oi Londres’?
Assim que decidi vir, procurei algumas
agencies e pacotes, estava pronto para
fechar com uma, até que reparei
no site do OiLondres - www.oilondres.com.br
-, que além de um website completíssimo,
tinha também uma agência
de viagens especializada em Londres. Decidi
ir visitá-la. Foi quando conheci
a Cirlene, amável, que tirou todas
as minhas dúvidas. Meu pai ficou
desconfiado no começo, pois a diferença
de preço era bem grande em relação
às outras duas empresas que procurei,
mas resolvemos arriscar!
Chegando em Londres, procurei pela Karina,
da agência local, e até hoje
nos falamos por MSN, ela sempre me apoia
e dá dicas.
Como foi na imigração,
o que eles te perguntaram?
A imigração era o que mais
metia medo em mim. Pensei que haveria
uma sala fechada, com luz baixa, cadeira
elétrica, nesse clima, mas foi
bem sossegado (risos). Preenchi o formulário,
mostrei 200 libras em dinheiro, 1 cartão
de crédito internacional e 1 de
débito, a carta da escola e do
hotel onde eu ficaria, certificados dos
meus cursos de inglês no Brasil
(para demonstrar interesse em aperfeiçoar
a minha segunda língua), extratos
bancários dos meus responsáveis
e o pré-visto no meu passaporte.
O official somente perguntou minha profissão
e pediu para eu me registrar na polícia,
num prazo de até 7 dias, dizendo
ao término: “Enjoy, young
man!”
Primeiro dia em Londres... Como
foi?
No segundo avião, Amsterdã-Londres,
conheci uma brasileira, professora de
inglês que veio ficar aqui um tempo.
Ficamos conversando desde o início
do vôo, até a porta de saída
de Heathrow. Uma amiga dela estava esperando,
então aproveitei a carona e fomos
até o metrô juntos. Comprei
o bilhete até Earls Court, onde
fica o hotel em que passei a primeira
semana. Na saída da estação
encontrei minha amiga Natalia, que já
mora aqui há 2 anos, com quem estudei
no primeiro ano do Ensino Médio.
Ela me acompanhou ao hotel, conversamos,
matamos a saudade e depois fiquei por
lá. Durante uma semana ou ela ia
me visitar depois do trabalho ou eu ia
até a casa dela, para me distrair,
me acostumar. Comprei bus pass mensal,
fui na polícia, aprendi a andar
de metrô e fui me virando.
Como foi o seu primeiro dia na escola?
Foi ótimo, adorei minha professora,
meus colegas, a infra-estrutura e localização
da escola e tudo mais. Mudei de nível
no curso após 2 semanas, mas ainda
mantenho contato com minha primeira professora
e alguns classmates da antiga sala, de
diferentes nacionalidades (Coreanos, Colombianos,
Brasileiros, Japoneses…).
O que você acha que teria
acontecido se você tivesse vindo
por outra agência?
Primeiro teria gastado muito dinheiro
à toa, já que as taxas de
outras agencies eram 3, 4 vezes mais caras
que o curso + acomodação.
Segundo, não teria o apoio que
tive aqui em Londres e muito menos o contato
que tenho diariamente com a pessoa que
me vendeu o pacote, no caso a Cirlene,
que se tornou uma amiga.
Como foi seu primeiro dia de trabalho?
Eu cheguei no dia 09 de Agosto, fiquei
um mês como turista, curtindo, comprando
coisas, mudei do hotel para um apartamento
em Chelsea, com vista pro Tâmisa
e tudo mais. Comecei a distribuir CVs
(currículos), mas ao contrário
da maioria, me foquei em uma área:
MODA. Como eu já havia modelado
no Brasil e trabalhava com público,
decidi fazer algo com isso, pois no fundo,
no fundo, sempre gostei e recebi elogios
referente ao modo como me visto. Após
passar por duas entrevistas, comecei a
trabalhar na Diesel no dia 8 de outubro
e estou muito contente com meu salário,
meus amigos de lá, a loja e todos
os benefícios que tenho.
No primeiro dia conheci todas as saidas
de incendio do predio de 4 andares que
nos hospeda, conheci os codigos do estoque,
senhas de acesso e tudo que alguem que
la trabalha precisa saber. Ganhei roupas
para usar como uniforme e fui informado
dos discontos, facilidades, treinamento
em geral.
Comecei fixo no Basement, mas agora com
a experiencia que peguei e o trabalho
que procuro mostrar, sempre sendo elogiado
por ser ‘hard-working’ pelo
meu manager, acabei subindo para o Groundfloor
e as vezes faco caixa, trabalho com o
jeans, atendo ao telefone… A cada
dia ganhando mais experiencia e auto-confianca.
Faça uma análise
crítica do serviço que você
recebeu?
Tudo esta indo muito bem! O pessoal do
OiLondres está me dando um apoio
legal e sei que poderei contar com eles
se houver qualquer problema. Eu recomendo!
www.fotolog.net/rhaoni
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OiLondres
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