Entrevista
Eduardo Herrera
Sua ascensão na cena Hard Dance em Londres foi rápida e efusiva.
Chegou aqui na cidade do Big Ben há menos de dois anos e tomou espaço
como dj de uma maneira que muitos, até ingleses mesmo, estão
tentando há muito e sem sucesso. Tocando junto a projetos importantes
como Antiworld, Heat e Frantic vem conquistando seu espaço. A ajuda
da promoter Maria Teixeira, segundo Herrera, foi essencial para sua ascenção.
Maria começou sua carreira em promoção de festas hard
dance há anos e é idealizadora da balada Too Much But Never Enough.
Esta festa acontecia no Jongleurs (casa de show e disco club de Camden Town
que traz bandas como Zero 7, Oasis etc) e era produzida por ela junto a Juninho
e Tubarão, sendo assim a primeira gig e residência do Herrera
em Londres.
Eduardo,
34, é dj experiente. Gaúcho
crescido em Porto Alegre, teve seu
primeiro contato com a "disco" aos
12 anos-quando se apaixonou pelo som
dançante e logo já estava
a fazer suas primeiras edições
sonoras tape-a-tape. Corta daqui, cola
dali e blim! surge o Dj Eduardo Herrera,
que vai ter programa em FM, criar a
pista alternativa UK no maior clube
do sul do Brasil, o Ibiza de Atlantida,
e ainda produzir o badalado sulista
Mix Bazar-alternativa regional para
o Mercado Mundo Mix- que reune a média
de vinte mil pessoas num fim de semana
na capital gaúcha interessadas
em roupas, música e outros veículos
que trazem a modernidade futurística.
O
que levou o dj gaúcho a deixar
o território brasileiro foi,
como para muitos, um curso em sua área.
Fez Produção Musical
no renomado estúdio Point Blank,
localizado do ladinho da Hoxton Square,
que é ponto de encontro de artistas
da capital. Veio para um curso de 2
meses e acabou ficando, abandonando
sua residencia como dj no clube Ocean
de Porto Alegre . O dj diz que não
sabe se está morando em Londres
ou ficando em Londres, devido suas
raízes no Brasil. Mas é que
passando o tempo aqui em Londres, e
conhecendo melhor a cidade, Eduardo
descobriu como ele mesmo diz que não
era um bicho-de-sete-cabeças
e sim um lugar legal de se estar, decidindo
ficar um tempo mais longo para estudar
e melhorar seu ingles, e absorver o
possível da cultura cosmopolita
londrina.
Herrera é eclético.
Já tocou muita Dance e House
music. E durante sua residência
no UK do Ibiza foi visitado pelo dj
Jeff que lhe introduziu o estilo Hard
House de "qualidade". Eduardo
já conhecia o hard house e não
curtia muito, mas aquele som que Jeff
trouxe era "de muito bom gosto,
bouncy, movimentada, alegre, animada
e disco!" e então "comprou" Eduardo
que estudou o estilo todo ano precedente
de sua vinda. Então quando aconteceu
seu encontro com Maria (que também é sulista,
de SC) a combinação for
perfeita.
Hard
Dance é um conjunto de estilos,
principalmente Hard House, Hard Trance.
Há que considere algum tipo
de Acid Techno como Hard Dance também,
e nas festas Hard é comum ter
sets de Acid Techno. E ainda o Techtrance,
que é algo novo e parece que
forte. Este último é o
que hoje mais anima Eduardo a pensar
em produções. Sua última
investida foi transformar a música "modinha" brasileira
Calango em um track techtrance. "Calando
lango o calando da pretinha vou cantando
essa modinha pra senhora se lembrar,
daquele tempo que vivia lá na
roça cuma filha na barriga outra
filha pra criar". E produção
foi resultado da união de Herrera
com Ilan Krüguer e Rafael Araújo
do projeto 909 e Eletrogralha de Curitiba.
Rafael toca neste sábado, assim
como Herrera, na festa da Antiworld.
Herrera nos cedeu uma cópia
da música para disponibilizar
aqui para galera usuária do
Oi Londres! ouvir em primeira mão!
Obrigada amigo!!
Edurado Herrera respondeu
um ping-pong rapidinho pro Oi Londres!
Dá um look:
PRODUÇÕES
Assinei
há 3 anos atrás com um
selo gaúcho chamado Pontocom
records pelo qual saíram 2 produções.
Também lancei uma música
pela Paradoxx de SP. Recentemente,
co-produzi um track com Rafael Araujo
e Ilan Kürguer do selo BR 909
de Curitiba no Brasil e logo que voltei
a Londres. Há poucos meses,
produzi um outro track e o dj/produtor
ingles D’marr Ford finalizou
pra mim.
CENA
BRASILEIRA
Ta
muito bacana, festas por todos os lados
como todo mundo já deve saber.
O estilo predominante lá ainda é o
Techno, mas há uma galera que
está curtindo hard dance.
Os
nomes ainda são aqueles que
conhecemos Renato Cohen e Anderson
Noise entre outros e tem a galera up
comin’ que vem com tudo tipo
o RAFAEL ARAUJO, ILAN KRIEGUER, RENATO
BASTOS todos no techno e o JAY B no
HARD DANCE.
COMO É SER
BRASILEIRO NA CENA INGLESA?
Creio
que eles nos acham exóticos...mas
me parece tão bom quanto tocar
no Brasil, especialmente porque tem
um monte de brasileiros la na pista
dançando e mandando a maior
vibe...
VINIL
OU CD?
90%
das vezes VINIL quando não tem
outra opção, CD
O QUE FARIA SE NÃO
FOSSE DJ?
Trabalharia
de alguma maneira com cinema. "Quando
eu tinha 14 anos meus pais já estavam
irritados tentando entender por que
esse menino só quer saber de
música. Eu com dois 3 em 1 ficava
passando musica de fita a outra e tal..
e eles já indignados com aquilo
sabiam que não adiantaria tirar
os equipamentos que poderia ser pior
e então vieram perguntar que
que eu queria para largar de mixar
música. E eu não hesitei
e contei 'quero fazer cinema, voces
podem comprar aí uma camera
Super8, um projetor e etc. que eu paro
com isso de editar música'.
E eles muito espertos porque é super
caro fazer cinema então me deixaram
na música mesmo... mas quem
sabe um dia eu ainda faço um
videoclip!"
QUAL A MELHOR GIG?
Na
Frantic ano passado no Coronet na festa
do Yoji Time
QUAL
FESTA AINDA GOSTARIA DE TOCAR QUE
NÃO TOCOU
Varias...muitas..hahaha..todas
em que puder...tem que citar uma?
COSTUMA IR A BARES
Não
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